Convite

O FÓRUM DA V CONFERÊNCIA DE APARECIDA CONVIDA PARA DEBATER:
“Laudato Si: Um estudo aprofundado da encíclica do Papa Francisco”

Os assessores serão o Pe. José Oscar Beozzo e David Guarani, liderança da terra indígena Jaraguá – SP.

Data: 30 de Setembro, quarta-feira.
Hora: 19h às 21h.
Local: Livraria das Paulinas. (sobreloja)
Ao lado do Metrô Ana Rosa

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Leonidas Proaño: “Ficam as árvores que semeaste’

leonidasproanoLeonidas Proaño, conhecido como “bispo dos índios”, inicialmente como um insulto. Mas foi este nome que identificou sua atividade pastoral, dedicada a defender e ajudar os indígenas equatorianos, particularmente os de Chimborazo. Hoje se completa 27 anos de sua morte.

Antes de morrer, Monsenhor Leonidas Proaño inclinou-se suavemente em sua cama às três da manhã de 31 de agosto de 1988. Em sua mesa de cabeceira tinha dois livros, o Evangelho e Atahualpa, do escritor Benjamin Carrion.

Deus e os indígenas marcaram os 78 anos de vida do maior defensor dos indigenas quichua, ao qual não só evangelizou e alfabetizou durante seu sacerdócio, mas também “os ensinou a pensar por si mesmo, iluminado pelo Evangelho”.

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Razões de esperanças: O sonho e a luta dos Povos Indígenas!

Dom Erwin Krautler* em pronunciamento feito na Assembleia Nacional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em Aparecida do Norte, no dia 22-02-105.

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INTRODUÇÃO

“Prontos a dar razão da esperança” 1 Pd 3,15

Tomo mais uma vez a liberdade de descrever o avanço da dura e conflitiva realidade dos povos indígenas no Brasil. Faço-o no intuito de não apenas relatar atos e omissões, dados e números, mas sim de tocar o coração dos pastores e de todos os homens e mulheres da nossa Igreja. Volto a repetir o que o Dr. Rubens Ricupero falou na aula que deu a essa Assembleia Geral sobre a atual conjuntura político-social: “A sociedade brasileira será julgada pela maneira como trata os mais fracos e frágeis”. Importa conhecer de perto esses “fracos” e “frágeis” e mais ainda as causas e os motivos de sua vulnerabilidade. São sempre pessoas de carne e osso. E entre elas sobressaem os indígenas, os verdadeiramente autóctones deste país maravilhoso. Já milhares de anos atrás seus antecedentes longínquos habitavam esse continente[1]. Muitos têm sobrenomes que identificam o povo a que pertencem. São mulheres e homens, crianças, jovens, adultos, idosos, feitos à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,27) a quem são negados os direitos fundamentais à vida, às suas terras ancestrais e de serem diferentes em seus costumes e tradições, culturas e línguas.

Papa Francisco e Dom Erwin Krautler.
Papa Francisco e Dom Erwin Krautler.

Ouço e interpreto o apelo de nosso Papa Francisco na Bula que proclama o Jubileu Extraordinário da Misericórdia “Misericordiae Vultus” também no contexto dos povos indígenas: “Abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda. As nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a nós para que sintam o calor da nossa presença, da amizade e da fraternidade. Que o seu grito se torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo” (MV 15).

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