Três em um, um Deus plural.

trindade
André Rublev.

Celebra-se hoje, entre cristãos, o mistério – e que mistério! – da Santíssima Trindade.

 
O bonito disso, e compreensível também por não-crentes, é esse reconhecimento da diversidade, do múltiplo, do gregário. Em todos os aspectos da vida, em toda a natureza.
 
O monoteísmo não pode ser monotemático. “Sou vário, sou plural, sou mil”, dizia Mário de Andrade. Somos semelhantes a esse Deus da Trindade. Segundo frei João Reinert, franciscano, “o Pai/Mãe ama, o Filho/a é o amado, o Espírito é o amor, e é próprio do amor transbordar”. Criador, criatura, criação!
 
Qualquer totalitarismo unicista, que pretenda reduzir nossa pluralidade, é redutor, medíocre. Somos todos iguais, mas todos diferentes!
Chico Alencar

Quem proclama independência e não abole escravidão/ vai ver não é livre nada/ apenas mudou de patrão (Fernando Brant).

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Independência! É preciso proclamar a nossa, a cada dia: no plano pessoal, sabendo decidir, rompendo as amarras do egoísmo. No plano coletivo, ajudando a construir, na família, na vizinhança, no trabalho e na escola, uma relação igualitária, não dominadora. Emancipadora! Paulo Freire, educador que se fez pessoa independente e sempre sociável, gregária, dizia: “ninguém liberta ninguém; os seres humanos se libertam em comunhão”. Continuar lendo